Vantagens de Investir em Ações

Vou elencar uma série de razões ou motivos para investir em ações:

1ª – Financiar as empresas, a inovação, o crescimento económico e o emprego

Este motivo é algo altruísta, mas para a maioria das pessoas é importante que as suas atividades contribuam não só para o seu próprio bem-estar, mas também para o bem-estar social, da sociedade como um todo.

Quando investimos em ações – especialmente no mercado primário, quando há uma OPV – estamos a financiar empresas que geram emprego para produzirem bens e serviços úteis à sociedade. Mesmo no mercado secundário, os investidores em ações contribuem para manter ou elevar o valor das empresas que assim têm mais capacidade de investimento, de inovação e de crescimento e dessa forma poderão fornecer mais e melhores bens e serviços à sociedade.

Uma empresa grande normalmente também emprega muito mais gente e paga mais impostos que depois são redistribuídos pela sociedade em geral.

O mercado de capitais é fundamentalmente um mecanismo de financiamento às empresas, um sistema que permite que empresas médias se tornem maiores e algumas eventualmente sejam muito grandes e sólidas, compondo e liderando o tecido empresarial de um país e do mundo.

Transacionar Forex, CFDs, Warrants, Futuros, Opções e Cripto-Moedas não contribui para o bem-estar social, além dessa atividade ter muitas outras desvantagens para o próprio trader que não interessa agora enumerar. Posso apenas indicar um artigo que escrevi sobre este assunto: Produtos Financeiros Exóticos

2ª – Pode-se começar com apenas 100 €

Esta razão serve para desmistificar a ideia de que é preciso ter muito dinheiro para investir em ações. Hoje em dia pode-se abrir uma conta numa corretora com apenas 100 € e comprar umas ações. Pessoalmente gosto da DeGiro, mas existem muitas outras corretoras competitivas.

Cada investidor terá o seu intermediário financeiro preferido e de confiança e para o Borja on Stocks, que é um serviço especializado em research de ações, o intermediário financeiro utilizado é irrelevante.

Claro que se pode e deve ir investindo mais e mais capital nas ações, quer seja através de uma poupança mensal, ou sempre que se recebam fundos extraordinários, como por exemplo uma herança, ou um prémio, ou um subsídio extra, ou na venda de um imóvel, etc. Pode-se começar com muito pouco e depois ir aumentando progressivamente o investimento à medida das possibilidades.

Mas, também se podem investir milhões ou mesmo milhares de milhões, o mercado tem liquidez para todas as dimensões de investidores, do micro ao mega-investidor.

3ª – Milhares de Ações em Dezenas de Países em Cinco Continentes

Hoje em dia qualquer país minimamente desenvolvido tem uma Bolsa de Valores. Existem milhares de empresas cotadas, em dezenas de países, na Europa, América, Ásia, África e Oceânia.

E é relativamente fácil investir em ações de outras regiões do globo. Significa isto que o investidor em ações é livre de investir em qualquer parte do mundo e essa liberdade é uma vantagem.

Ainda existem algumas limitações, mas cada vez menos, pois os países começam a compreender os benefícios de atrair capital estrangeiro para as suas empresas. Se o caro investidor não estiver contente com a situação política e económica de Portugal, por exemplo, enfim, pode sempre investir na Holanda, em França, ou nos Estados Unidos, é como queira. E se porventura algum dia for passar férias ao Sudeste Asiático e reconhecer por lá oportunidades … também pode comprar ações de empresas desses países. O mundo é um palco vastíssimo com muitos milhares de ações (seguramente mais de 30 mil) por onde escolher, cada uma com as suas caraterísticas únicas.

4ª – Liquidez e Liberdade

As ações conferem uma elevada liquidez que lhe permite mudar de ideias e trocar de investimentos quando desejar. Ao contrário de um investidor no mercado imobiliário, por exemplo, que tem uma série de constrangimentos e muita falta de liquidez, o investidor em ações tem uma liberdade total.

Uma vantagem de se ser um investidor em ações – em relação a um empresário, por exemplo – é que se as coisas começarem a correr mal com um investimento, pode-se sempre abandoná-lo (vendendo as ações) e procurar outro mais promissor. Há liquidez para isso. Já o empresário normalmente tem de continuar a lutar, por vezes contra tendências e dificuldades inultrapassáveis.

Outra questão que sempre me fez confusão é quando me perguntam: “mas qual é o prazo do investimento? Quando é que transformo o investimento em dinheiro?” Este tipo de questões para mim não faz sentido, pois as ações têm praticamente tanta liquidez como um depósito a prazo, para mim as ações são dinheiro. Um dinheiro que, bem investido, nas ações certas, tem tendência a aumentar.

5ª – As ações são o único produto financeiro que permite obter um retorno elevado em termos de longo prazo

Nos produtos financeiros de baixo risco, tais como depósitos a prazo, obrigações e fundos de investimento imobiliário, por exemplo, é impossível obter um retorno elevado dos seus investimentos, digamos, de 15% ou mais ao ano.

Já nos produtos financeiros derivados, alavancados, ou tóxicos (Forex, CFDs, Warrants, Futuros, Opções e Cripto-Moedas) o risco de falência é tal que praticamente ninguém sobrevive no longo prazo.

As Ações exibem uma relação entre o potencial de valorização e o risco ideais. Só nas Ações é possível obter um retorno elevado dos seus investimentos de forma relativamente segura e consistente.

Não é por acaso que os homens mais ricos do mundo mantém a maior parte da sua fortuna investida em ações.

6ª – Rendimento

Para além de todas as vantagens anteriores as ações também dão rendimento, ou seja, também dão qualquer coisa por ano, mesmo que as mantenhamos “para sempre”, que são os dividendos.

Os dividendos não são uma boa razão para comprar uma ação em particular, mas são uma boa razão para deter ações em geral, especialmente no período de reforma ou velhice. A partir dos 70, 75 anos de idade faz sentido ter ações de empresas bastante sólidas que distribuam bons dividendos que ajudam ao nosso rendimento na reforma.

Os investimentos em ações são perfeitos para poupar para a reforma porque não só permitem a capitalização com a subida das cotações, mas também geram um rendimento anual através dos dividendos que distribuem.

No início os dividendos deverão ser reinvestidos, mas, na velhice, o montante recebido sob a forma de dividendos poderá ser um complemento de reforma que poderá ser avultado, dependendo da carreira do investidor, das escolhas que for fazendo ao longo da vida.

César Borja

Licenciado em Economia pelo ISEG e investidor particular em ações desde 1998. Analista Financeiro registado na CMVM. Concluiu a Pós-Graduação em Análise Financeira no ISEG, tendo obtido a certificação CEFA. Também passou no exame CFA Level I.

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