O Bank of America é o segundo maior banco, mas também é líder!

Boa tarde, caros subscritores.

Analisei, há umas semanas, o maior banco americano – J. P. Morgan. Mas o segundo maior banco, o Bank of America…

… no qual Warren Buffett investiu $5 billion, tem a liderança do ranking dos depósitos…

… nos seus quatro segmentos operacionais – Consumer Banking (consumidores), Global Wealth & Investment Management (GWIM), Global Banking (empresas) e Global Markets (mercados):

Apresentação

O Bank of America foi fundado em 1904…

… e tem como lema o “crescimento responsável”…

… ou seja, admite o crescimento sem riscos exagerados. Os administradores comunicam isso muito bem, afirmando que teriam a maior das facilidades em crescer mais do que aquilo que crescem, e que não o fazem para não perderem o status de «gestores conservadores». Por isso é que se safaram bem da crise do subprime em 2008, em condições para adquirir o Banco Merrill Lynch.

O credito malparado (NPL’s) tem crescido 7,46% ao trimestre…

… mas a percentagem está muito abaixo da média do sector:

O CET1 ratio (11,9%) também está bem acima do mínimo exigido (de 4,5%):

Os depósitos cresceram em todos os segmentos e o valor dos empréstimos diminuiu:

Impulsionado por taxas de juros e níveis de empréstimos mais baixos, parcialmente compensados por taxas de depósito igualmente mais baixas, o Resultado Líquido de Juros tem vindo a cair, algo que é transversal a todo o sector (um grande problema):

A pensar na geração dos Millennials, o Bank of America lançou o Zelle, um serviço mobile para enviar e receber dinheiro, que tem tido um óptimo crescimento…

… e uma assistente virtual (Erica) orientada à banca digital:

Principais Accionistas

Cá está, a Berkshire Hathaway… o que já se sabia pelas notícias:

Warren Buffett plowed $5 billion into Bank of America during the debt crisis. Here’s the story of how the investor helped the bank and made a fortune in the process.

Gráfico de Longo Prazo

Aquela queda superior a 95% em 2008 foi assustadora. E ainda não recuperou do tombo:

Evolução do Número de Acções e Valor de Mercado

O programa de recompra de acções reiniciou a partir de 2013. A Capitalização Bolsista actual é de $251 B:

Informação Financeira

O ambiente marcado pelas baixas taxas de juro tem dificultado o crescimento da Receita:

Apesar disso, o Lucro Líquido cresceu até $28 B, em 2018…

… tendo sofrido uma queda, nos últimos 12 meses, devido à crise da Covid-19. A culpa foi do aumento das provisões, pois a Receita bancária não caiu muito:

O Retorno sobre o Capital Próprio (a par do Return on Assets) é um dos principais indicadores de qualidade do banco. Antes da crise do subprime, o ROE era altíssimo; depois caiu, com os prejuízos de 2010, mas o banco tem conseguido recuperar até aos 10%, em 2018-2019. Com a crise da Covid-19, o ROE voltou a cair:

Desenvolvimento

O futuro (não só do Bank of America, como de todo o sector bancário) é muito incerto:

No entanto, as cotações continuam altas. Ora veja-se, o Price-to-Sales acima da média…

… o baixo Dividend Yield…

… e o PER de Shiller (que tem menos ruído, pois considera a média de lucro dos 10 últimos anos ajustada à inflação)…

Os indicadores da acção e de mercado, como o Shiller PE do SP500…

… e o indicador Stocks/GDP…

… dizem-nos para ter cuidado! Não me parece mal seguir o conselho de Benjamin Graham:

According to tradition the sound reason for increasing the percentage in common stocks would be the appearance of the “bargain price” levels created in a protracted bear market. Conversely, sound procedure would call for reducing the common-stock component below 50% when in the judgment of the investor the market level has become dangerously high.

Ainda assim, os analistas esperam um aumento da Receita (que considero muito incerto):

Conclusão

Ao ouvir uma parte do discurso dos administradores do Bank of America, na última apresentação de resultados, compreendi o interesse do Warren Buffett pelo banco. O foco do Conselho de Administração não é ganhar rios de dinheiro, mas dinheiro “em qualidade”. É a sua política conservadora do “crescimento responsável”, sem tomar riscos que possam pôr em causa o futuro da empresa. A baixa taxa de NPL’s, o valor do rácio CET1 e o crescimento do ROE comprovam isso. Mas eu, tal como o César, estou muito pessimista em relação à generalidade do sector financeiro.

Por decisão pessoal, o autor do texto não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico

 

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