Philips Lighting corretamente avaliada pelo mercado

1. Apresentação

Ainda ontem fui à Rádio Popular e ao Jumbo para comprar duas lâmpadas (sou o responsável pela manutenção da iluminação cá em casa – um cargo importante) e realmente vi lá bastantes lâmpadas da Philips. Não gostei dos preços e acabei por comprar as duas lâmpadas numa loja do chinês por quase um décimo do preço (vamos lá ver se não duram um vigésimo do tempo).

A Philips Lighting tem um símbolo sugestivo (LIGHT.AS) e fez recentemente o seu spin off da casa mãe, naturalmente a Philips.

A empresa é sediada na Holanda e produz lâmpadas e outras soluções de iluminação. O seu portfolio de produtos inclui: lâmpadas incandescentes, lâmpadas de halogéneo, lâmpadas fluorescentes, lâmpadas fluorescentes lineares, lâmpadas fluorescentes compactas, lâmpadas intensas de alta descarga e LEDs. Também produz componentes eletrónicos.

A Philips Lighting fornece sistemas de iluminação integrados e adaptados. O seu portfolio de serviços inclui serviços de valor acrescentado tais como auditorias de consumo energético, design e engenharia da luz, monitorização remota e serviços de gestão.

A empresa opera através de quatro segmentos e as suas vendas têm a seguinte distribuição geográfica:

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2. Principais Acionistas

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A Philips detém 71% das ações da Philips Lighting.

3. Gráfico de Longo Prazo

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A entrada em bolsa foi bastante recente, no dia 27 de maio de 2016.

4. Evolução do Nº de Ações e Valor de Mercado

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O Nº de Ações manteve-se nos 150 milhões, mesmo após o spin off e cotação em bolsa. O Valor de Mercado atual é de €3 599 milhões.

5. Evolução das Vendas e Price to Sales Ratio

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As Vendas anuais da Philips Lighting têm sido estáveis e assim se espera que continuem, acima dos €7 mil milhões/ano, a crescer de forma bastante moderada. O Price to Sales Ratio está nos 0,49, ou seja, o mercado está a avaliar a Philips Lighting em cerca de metade daquilo que a empresa vende num ano.

6. Lucro e PER

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O Lucro não foi assim tão estável. Para 2016 os analistas esperam um Lucro de €290 milhões, a aumentar 21% dos €240 milhões obtidos em 2015. O PER2016 anda pelos 12.

7. Rácios do Balanço

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A liquidez de curto prazo melhorou nos últimos tempos, mas a solvabilidade a longo prazo deteriorou-se.

8. Último Relatório de Gestão

Li as 17 páginas da apresentação dos resultados do 2º trimestre de 2016.

9. Perspetivas

A Philips Lighting transaciona com múltiplos abaixo da média do mercado, mas isso acontece porque as suas taxas de crescimento esperadas para o futuro também são baixas. As vendas de lâmpadas LED estão a crescer 15,6% ao ano, mas isso é à custa dos outros tipos de lâmpadas, pelo que as vendas totais até desceram 6,2% no 2º trimestre.

Não sei até que ponto os produtores chineses não vão acabar por ganhar quota de mercado à Philips Lighting, porque a empresa não tem conseguido transmitir bem quais são as vantagens de comprar as suas lâmpadas face às da concorrência.

Considero a Philips Lighting avaliada corretamente pelo mercado.

10. Conclusão

É pouco provável a Philips Lighting chegar ao Portfolio TOP10 Amesterdão, pois estou à procura de empresas com um potencial de crescimento mais elevado ou então que estejam mais baratas do ponto de vista fundamental.

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