Nem o homem que não gosta de dividendos…

…resiste a esta ação!

Eu sou conhecido por não ser um adepto de dividendos chorudos, especialmente em Portugal, onde as empresas têm, na quase totalidade dos casos, Balanços frágeis.

Talvez tenha sido por ter assistido ao descalabro de ações que outrora pagavam bons dividendos, como por exemplo o BCP, os CTT, a Navigator, a NOS, a Portugal Telecom, a Ramada, a Semapa, a Sonae SGPS, etc. Ou talvez porque conheci pessoas que, tendo comprado exclusivamente para receber o dividend yield, agora têm uma enorme menos-valia potencial nas contas, sem perceberem muito bem como, nem porquê.

O facto é que o montante pago em dividendos sai diretamente do Capital Próprio das empresas, desvalorizando-as. Por isso é que quando uma ação deixa de dar direito ao dividendo (na data ex-dividend), normalmente a cotação cai no valor do dividendo por ação bruto, ainda que os acionistas só recebam o valor líquido.

Existe uma evidente ineficiência fiscal quando há uma distribuição de dividendos. A empresa tem o seu Resultado Antes de Impostos, depois paga o IRC e no final fica com o Resultado Líquido. Quando distribui esse Resultado Líquido pelos acionistas, 28% são retidos pelo Estado e só 72% é que chegam à conta dos acionistas.

Claro que os acionistas de baixos rendimentos podem optar pelo englobamento e recuperar algum desse dinheiro, mas, grosso modo, os dividendos implicam o pagamento de 28% ao Estado, enquanto que se o Lucro ficar na empresa, para ser reinvestido ou para dar mais segurança e liquidez para o futuro, esse imposto não existe.

E empresas como a NOS que durante anos tiveram um Pay Out Ratio a rondar os 100% (ou seja, distribuíam tudo o que lucravam, ou até mais ainda, como chegou a acontecer) e afinal só tinha, a 30 de junho de 2020, 17 M€ em Cash e Equivalentes e uma Dívida Financeira de 1.237 M€? Arriscado, muito arriscado… não admira que tenha ido vender Ativos valiosos com desconto, mesmo no meio da crise.

No Borja on Stocks não investimos, nem recomendamos, ações exclusivamente por causa de um dividend yield atrativo. Obviamente analisamos o contexto geral de cada empresa, através de várias óticas, para chegarmos a uma conclusão economicamente racional.

Também não vamos atrás de ações da moda, de que ouvimos falar, ou que nos recomendaram… preferimos o método de analisar muitas, para escolher as mais atrativas.

Quando fui analisar 50 ações do setor Consumer Staples nos Estados Unidos – porque é um setor resistente às recessões e que normalmente gera outperformance num bear market – não estava obviamente à procura de dividend plays. Não sou atraído pelos dividendos.

Mas, imaginem que encontrava uma ação que tinha os seguintes fundamentais:

– Um valor em Cash e Equivalentes de $93,2 M e $0 de Dívida Financeira;

– Uma Capitalização Bolsista atual de $65,7 M, ou seja, a valorização da empresa é inferior ao valor que tem em Net Cash no Balanço;

– Nos últimos cinco anos Lucrou um total de $151,3 M;

– Foi lucrativa no 2º trimestre de 2020, em plena pandemia;

– Paga cerca de $2,28 M de dividendo por trimestre, ou seja, cerca de $9,1 M por ano, tendo Cash no Balanço para pagar esse dividendo durante os próximos dez anos;

– À cotação de fecho de ontem, o dividend yield é de 13,9%;

– Vende produtos relacionados com a saúde, cosmética e qualidade de vida pela internet.

Neste caso a única coisa que tenho a dizer é: “venham de lá esses dividendos!”

Claro que não existem ações sem risco, todas as ações têm risco. E que estou a falar de uma micro-cap com um valor de mercado inferior a $100 M. Não há qualquer analista de um banco de investimento ou de uma casa de research reputada a seguir e analisar a empresa (coitada da gestão, quando a conference call do 2º trimestre chegou ao fim, não receberam qualquer questão, possivelmente porque não estava ninguém a ouvir em direto)… só mesmo o Borja on Stocks é que encontrou esta oportunidade.

Está interessado?

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…quer da Europa, quer dos Estados Unidos.

A ver se há mais gente a comprar esta ação antes da divulgação de resultados do 3º trimestre de 2020, que no ano passado foi no dia 1 de novembro. É daquelas que pode voar muito e depois vêm-me perguntar: “já subiu muito, será que ainda está atrativa?”

De qualquer modo, obrigado pela atenção!

César Borja

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