Porque é que os ETFs não são suficientes

(e como pode fazer melhor)

Existem muitos investidores – incluindo autointitulados experts – que recomendam que se invista na média, que é como quem diz, em ETFs sobre índices de ações.

E o que é que eu penso dos ETFs?

Acho que são muito melhores do que nada. É muito melhor investir em ETFs do que deixar o dinheiro parado no banco.

E para muitos investidores, os ETFs são mesmo a melhor opção.

Se investe menos de 7.000€ ou faz reforços mensais inferiores a 500€, os ETFs são provavelmente o caminho mais sensato.

Os custos com research e análise não devem ultrapassar os 2% dos seus investimentos, e para carteiras mais pequenas, os ETFs oferecem diversificação a baixo custo.

Mas se já ultrapassou esse patamar e quer mesmo saber a minha opinião…

…acho que pode fazer muito melhor!

“Então porquê? Os ETFs não são uma solução sólida para carteiras maiores?”

Os três problemas dos ETFs que limitam os seus retornos

Primeiro problema:
As mãos fracas

Como os ETFs são essencialmente uma aposta no crescimento económico global, isso faz com que os investidores fiquem mais atentos às notícias sobre a macroeconomia. E essas notícias são frequentemente e maioritariamente negativas.

Ora é a dívida pública que é muito elevada, ora é a inflação que disparou, ora são as taxas de juro que subiram, ora é o Trump que aplica tarifas… está sempre toda a gente preocupada com a macroeconomia, o que gera um fenómeno de mãos fracas nos investidores.

Investem, mas com pouca segurança e confiança, logo estão vulneráveis a entrar e sair nos momentos errados, gerando underperformance.

É muito mais difícil investir consistentemente em ETFs do que os experts apregoam, porque são poucos os que resistem à avalanche, ao bombardeamento, de notícias negativas quando a economia entra em recessão.

Segundo problema:
Retornos médios limitam o seu potencial

Investir na média gera retornos… adivinhou, gera retornos médios!

E os retornos médios, embora respeitáveis, limitam tremendamente o seu potencial de criação de riqueza.

É completamente diferente obter um retorno médio – digamos, em torno de 6% ao ano – ou um retorno elevado, digamos, em torno de 12% ao ano.

Não é o dobro. É muito mais do que o dobro, por causa da alavanca dos juros compostos.

Terceiro problema:
A realidade dos próximos anos

O track record desde 1993 dos ETFs inclui os “go go nineties”, que foi a melhor década da história do índice S&P 500!

Mas se considerarmos apenas os últimos 25 anos, o retorno médio anual do SPY desce para apenas 5,8%. E depois de descontada a inflação, o retorno médio anual real fica nos 3,2%.

Por dois motivos principais, considero que os próximos 25 anos serão mais desafiantes:

1. O nível de dívida dos Estados Unidos, que está atualmente nos 123,4% do PIB

2. O PER do S&P 500, que está nos 30, inflacionado pelo peso excessivo de várias empresas tecnológicas sobreavaliadas

Por isso, não me parece que os investimentos em ETFs vão dar mais do que 6% ao ano. E embora 6% seja respeitável, pode fazer muito melhor.

O que eu faço diferente

(e porquê)

Tudo o que faço é para fazer melhor do que a média.

Por isso é que me levanto diariamente às 4:30 da madrugada para estar no escritório às 5, pronto para analisar ações.

Não é para ser médio. É para estar cabeça e ombros acima da média.

O Warren Buffett passa 6 horas por dia a ler relatórios e contas de empresas. Eu faço mais do que isso e publico, com a ajuda da minha equipa, duas análises fundamentais por dia, tendo já mais de quatro mil análises publicadas.

Nunca serei, nem pouco mais ou menos, tão rico e famoso como o Warren Buffett. Ainda assim quero melhorar todos os dias. Todos os dias quero afastar-me mais da média. Todos os dias quero aproximar-me mais do topo.

Por isso não me contento com investir na média, para obter retornos médios… quando sei que posso fazer melhor.

Quem sou eu para criticar os ETFs?

O meu nome é César Borja e há quase 30 anos (desde 1996) que me dedico a analisar o mercado de ações.

Sou licenciado em Economia e pós-graduado em Análise Financeira. Além disso sou um Certified European Financial Analyst (CEFA) e também passei no exame CFA Level I.

Estas certificações têm-me sido úteis e tenho orgulho nelas.

Mas há outras que não me orgulham tanto… por exemplo tirei 93% no Series 3 Exam da National Futures Association em Chicago e durante alguns anos fui um Commodity Trading Advisor.

A minha evolução (forçada) como Investidor

Durante 17 longos anos (entre 1998 e 2015) transacionei futuros, que são produtos financeiros derivados, muitas vezes com estratégias de day trading, que consistem em comprar e vender várias vezes dentro de uma única sessão de bolsa.

Mas em 2015 deixei-me disso, evoluí para uma mentalidade de longo prazo e passei a investir exclusivamente em ações fundamentalmente atrativas.

Porquê esta mudança radical?

Gostaria de dizer que foi por opção – e foi – mas também fui forçado a isso pelo mercado…

Em 2014 e 2015 os algoritmos das firmas de market making e high frequency trading começaram a ganhar muita vantagem e passou a ser muito difícil – para não dizer impossível – para um trader humano como eu bater o mercado.

Atualmente estas firmas estão a receber o order flow de todas aquelas corretoras que anunciam “comissões zero” e vão ficando com uns pozinhos de todas as transações, ganhando garantidamente todos os dias através de estratégias de arbitragem em praticamente todos os mercados e ativos financeiros do mundo!

E quanto mais volatilidade houver… mais estas empresas ganham!

As ações destas empresas são ativos contra cíclicos que ainda por cima se encontram subavaliadas, por isso recomendo-as. Se não podes vencê-los, junta-te a eles!

Em 2015 mudei completamente de estratégia. Se não posso bater os algoritmos no curto prazo, vou fazer o que eles não conseguem: análise fundamental profunda de ações individuais, com um horizonte de longo prazo. 

A alternativa: superar os ETFs com ações selecionadas

Eu recomendo dar o próximo passo: o investimento em ações individuais – títulos que representam a propriedade de empresas específicas.

Ações melhores do que a média. Mais atrativas que a média. Mais subavaliadas que a média.

Ações que valorizam mais do que a média!

O universo que os ETFs ignoram

Enquanto os ETFs se focam nas mesmas empresas gigantes e sobreavaliadas, eu procuro oportunidades onde poucos olham:

✔️ Small Caps Americanas – Empresas pequenas e médias do índice Russell 2000 que têm um grande potencial de crescimento mas são – pelo menos por enquanto – ignoradas pelos investidores e os grandes fundos de investimento

✔️ Ações Europeias – Empresas sólidas europeias que estão subavaliadas e muito atrativas

✔️ Empresas Fora do Radar – Companhias fundamentalmente sólidas que os algoritmos e os grandes investidores institucionais simplesmente não conseguem identificar

É aqui que está o verdadeiro potencial de valorização. Não nas 500 empresas que toda a gente já conhece e que estão inflacionadas pelo peso dos ETFs.

Como identificar as melhores oportunidades

A pergunta que me fazem sempre é: “Como é que se analisam ações? Como é que se distinguem as boas das más?”

É exactamente aqui que entra o trabalho que faço diariamente. Não é magia. É análise sistemática, meticulosa, de:

✔ Fundamentais das empresas
✔ Situação financeira real
✔ Perspetivas de crescimento
✔ Valorização vs potencial
✔ Qualidade da gestão

Mas isto requer tempo, conhecimento e dedicação. Requer levantar às 4:30 da manhã. Requer ler relatórios durante horas. Requer experiência para separar o trigo do joio.

Sei que tenho feito – e vou continuar a fazer – muito melhor do que a média dos ETFs.

Sei que estou mais acima – em termos de conhecimento, experiência e horas de trabalho – do que os autointitulados experts que recomendam apenas o investimento em ETFs.

Como Continuar Esta Jornada

Se este artigo lhe mostrou que pode fazer melhor que os ETFs…

Se quer aprender como identificar as small caps europeias e empresas do Russell 2000 que menciono…

Se quer descobrir como construir uma carteira que pode gerar mais de 12% ao ano em vez dos 6% dos ETFs…

Tenho algo para si.

Durante os últimos 25 anos, analisei mais de 4000 empresas. Descobri padrões, métricas e oportunidades que a maioria dos investidores nunca vê.

E vou partilhar tudo isso consigo numa série gratuita que criei especialmente para investidores que querem evoluir além dos ETFs.

Não é teoria de livros ou certificações académicas. É conhecimento prático, testado nos mercados reais, que me permitiu superar consistentemente a performance dos índices.


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