Capital Próprio das cotadas

Não sei se a minha esposa achará muita piada a isto, mas eu hoje em dia divirto-me com coisas como estudar a evolução do Capital Próprio das empresas cotadas em Bolsa.

Vinha para o escritório a pensar que poderia descobrir nesse estudo uma qualquer revelação bombástica, mas não, o Capital Próprio do conjunto de todas as cotadas era de €39,1 mil milhões em 2011 e em 2015 era de €40,3 mil milhões, um aumento médio de 0,77% ao ano, que deve ser mais ou menos o mesmo do crescimento do PIB de Portugal.

Já agora confirmemos, o PIB em 2011 foi de €176,2 mil milhões e em 2015 foi qualquer coisa como 179,4 mil milhões, portanto, a economia nacional cresceu a uma média de apenas 0,36% ao ano nos últimos 5 anos, menos de metade do ritmo de crescimento do Capital Próprio das empresas cotadas na Euronext Lisboa.

É moderadamente interessante verificar que se a Capitalização Bolsista do conjunto das cotadas é de €50 mil milhões e o Capital Próprio é €40,3 mil milhões, o Price to Book Value do mercado em geral é de 50/40 = 1,25.

Mas acho que o que se poderá retirar deste estudo é a identificação das empresas que exibem uma tendência de aumento do seu Capital Próprio e as que têm vindo a destruir esse Capital Próprio. As empresas crescentes estão a verde e as minguantes estão a vermelho:

Capital próprio das empresas cotadas na Euronext Lisboa

Capital próprio das empresas cotadas na Euronext Lisboa

Capital próprio das empresas cotadas na Euronext Lisboa

As que estão a branco não exibem uma tendência clara ou as mudanças no Capital Próprio não explicam grande coisa, como por exemplo no caso da Semapa, que vê o seu Capital Próprio diminuir por comprar e destruir tantas ações próprias, o que é um fator positivo.

De resto surpreendem-me positivamente as subidas do Capital Próprio da Teixeira Duarte e do BCP, ainda que neste último caso tenha sido muito à custa dos investidores privados. De qualquer forma a altura de “malhar no BCP” já passou, os homens até vão fazer um reverse split e comprometer-se a não diluir o valor dos acionistas em mais de 20% nos próximos três anos e isto é um grande progresso face ao historial, não chega para restaurar a confiança dos investidores institucionais, mas são passos na direção da credibilização do banco perante os investidores. O problema é que só agora é que muitos se apercebem que o Valor de Mercado das empresas tanto varia com a cotação como com o n.º de ações emitidas e com essa descoberta ficaram pessimistas no BCP, quando já não é bem altura para ficar tão pessimista, isso foi quando houve aqueles anúncios todos de aumentos de capital.

Já agora, não posso abandonar este artigo sem mencionar a equação fundamental da contabilidade:

Capital Próprio = Ativo – Passivo

Até amanhã!

César Borja

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